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NR-01: Guia SESI para Riscos Psicossociais no Trabalho

Entenda a atualização da NR-01 que entrou em vigor em maio de 2026 e como o guia gratuito do SESI ajuda empresas a identificar fatores de risco psicossociais no trabalho, especialmente na construção civil.

NR-01: Guia SESI para Riscos Psicossociais no Trabalho

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Nova NR-01: Guia do SESI Ajuda a Identificar Fatores Psicossociais no Trabalho

Em vigor desde 26 de maio de 2026, a atualização da NR-01 do MTE amplia a gestão de riscos nas empresas e reforça a atenção à saúde mental dos trabalhadores · 06/06/2026 · 8 MIN DE LEITURA · CanalVIP


Como identificar, entre os diversos fatores que influenciam a saúde mental, aqueles que efetivamente estão relacionados à organização do trabalho? Essa pergunta ganha ainda mais importância com a recente atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que entrou em vigor no dia 26 de maio de 2026 e reforçou a gestão dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

O que mudou com a nova NR-01?

Com a atualização, aspectos ligados à organização do trabalho passaram a integrar de forma mais explícita o processo de gerenciamento dos Fatores de Risco Psicossociais Relacionados ao Trabalho (FRPRT). Antes, a norma focava principalmente em agentes físicos, químicos, biológicos e de acidentes. Agora, os riscos psicossociais ganham o mesmo nível de atenção dentro do PGR das empresas.

Isso significa que as organizações precisam demonstrar de forma mais clara como identificam, avaliam e acompanham os fatores de risco psicossociais presentes no ambiente e na organização do trabalho. A mudança representa um avanço significativo na proteção da saúde dos trabalhadores brasileiros.

A metodologia do SESI para identificação de riscos

O Serviço Social da Indústria (SESI) desenvolveu uma metodologia gratuita para apoiar as empresas nesse processo. Segundo o superintendente de Saúde do SESI, Emmanuel Lacerda, "as empresas precisam demonstrar de forma mais clara como identificam, avaliam e acompanham os fatores de risco psicossociais relacionados ao ambiente e à organização do trabalho. O SESI está preparado para apoiar esse processo por meio de suporte técnico e serviços especializados".

A metodologia combina três perspectivas complementares de análise:

  • Escuta dos trabalhadores: por meio de instrumentos estruturados de coleta de dados, os colaboradores podem expressar suas percepções sobre o ambiente de trabalho.
  • Análise da organização do trabalho: avaliação dos processos, fluxos, carga horária, pressões e demandas organizacionais.
  • Avaliação técnica de especialistas em SST: profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho interpretam os dados coletados e propõem medidas corretivas baseadas em evidências científicas.

"Essas informações permitem identificar os fatores psicossociais relacionados ao trabalho e apoiar decisões baseadas em evidências", explica Lacerda.

Por que isso é importante para a construção civil?

A indústria da construção civil é um dos setores com maior incidência de afastamentos por transtornos mentais no Brasil. Fatores como prazos apertados, trabalho sob pressão, jornadas extensas e condições físicas desafiadoras contribuem para o estresse ocupacional, ansiedade e depressão entre os trabalhadores.

Com a nova NR-01, as construtoras e incorporadoras precisarão incluir a avaliação de riscos psicossociais em seus Programas de Gerenciamento de Riscos. Isso não apenas atende à exigência legal, mas também contribui para a melhoria do ambiente de trabalho, redução de absenteísmo e aumento da produtividade.

Como implementar a gestão de riscos psicossociais

O SESI alerta que interpretações simplificadas ou isoladas dos dados podem distorcer a compreensão do cenário e comprometer a efetividade das medidas adotadas pelas empresas. Por isso, a metodologia proposta pela instituição segue etapas bem definidas:

  1. Diagnóstico inicial: aplicação de questionários validados cientificamente para mapear a percepção dos trabalhadores.
  2. Análise técnica: especialistas em SST avaliam os resultados e identificam os principais fatores de risco.
  3. Plano de ação: definição de medidas para mitigar ou eliminar os riscos identificados.
  4. Monitoramento contínuo: acompanhamento periódico para avaliar a efetividade das ações implementadas.

Impactos esperados da nova regulamentação

A entrada em vigor da nova NR-01 mostra a necessidade de análises mais criteriosas sobre os fatores que impactam a saúde mental no ambiente corporativo. Especialistas apontam que a medida deve trazer benefícios significativos:

  • Redução de afastamentos: a identificação precoce de riscos psicossociais permite intervenções antes que os problemas se agravem.
  • Melhoria do clima organizacional: ambientes de trabalho mais saudáveis tendem a ter maior engajamento e satisfação dos colaboradores.
  • Aumento da produtividade: trabalhadores com boa saúde mental são mais produtivos e cometem menos erros.
  • Redução de custos: menos afastamentos e processos trabalhistas significam economia para as empresas.

Conclusão

A atualização da NR-01 representa um marco na gestão de saúde ocupacional no Brasil. Ao incluir os fatores psicossociais como parte integrante do PGR, o MTE reconhece que a saúde mental dos trabalhadores é tão importante quanto a segurança física. O SESI, com sua metodologia gratuita e baseada em evidências, oferece um caminho prático para as empresas se adequarem à nova exigência legal.

Para profissionais da construção civil e engenharia, é fundamental acompanhar essas mudanças e implementar as medidas necessárias para garantir não apenas a conformidade legal, mas também um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo para todos.

Fonte: CBIC — Câmara Brasileira da Indústria da Construção e Agência de Notícias da Indústria

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