Construção civil gera 154.448 empregos formais nos primeiros cinco meses de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O setor alcançou 3,105 milhões de trabalhadores com carteira assinada em maio, o maior estoque da série histórica e uma recuperação consistente após o período pós-pandemia.
Recorde de Empregos na Construção Civil em 2026
O saldo de 154.448 vagas entre janeiro e maio representa crescimento de 3,78% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram abertos 148.829 postos. O número mostra que a construção civil segue como um dos pilares do mercado de trabalho formal brasileiro, puxada por investimentos em infraestrutura e pelo aquecimento do mercado imobiliário.
- Janeiro a maio de 2026: 154.448 novos empregos formais na construção
- Estoque em maio: 3,105 milhões de trabalhadores com carteira assinada
- Alta de 3,03% em relação a maio de 2025 (3,014 milhões)
- Crescimento de 0,35% sobre abril de 2026 (3,094 milhões)
- Maio registrou 211.581 admissões e 199.485 desligamentos
Apesar do resultado positivo no acumulado, maio registrou a abertura de 12.096 novos empregos — o menor saldo mensal de 2026. O ritmo mais moderado reflete as incertezas econômicas, a taxa Selic elevada e o aumento dos custos operacionais, fatores que preocupam os empresários do setor e podem influenciar o desempenho no segundo semestre.
Obras de Infraestrutura Lideram as Contratações
Em maio, o segmento de Obras de Infraestrutura foi o grande destaque, responsável por 8.916 dos novos postos de trabalho, ou 73,7% do saldo total do mês. Na sequência aparecem a Construção de Edifícios, com 2.271 vagas, e os Serviços Especializados para a Construção, com 909 novos empregos.
No acumulado do ano, a Construção de Edifícios lidera em volume absoluto, com quase 59 mil novos postos. Já Obras de Infraestrutura teve o maior crescimento percentual: impressionantes 23,51% de avanço, saltando de 44,3 mil vagas entre janeiro e maio de 2025 para 54,7 mil no mesmo período de 2026.
- Obras de Infraestrutura: 54,7 mil vagas acumuladas (+23,51%)
- Construção de Edifícios: 59 mil vagas acumuladas (maior volume)
- Serviços Especializados: crescimento moderado, mas consistente
O desempenho da infraestrutura está diretamente ligado ao volume de investimentos no setor. Segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), a expectativa é que os investimentos atinjam R$ 300 bilhões em 2026. Em 2025, dos R$ 280 bilhões aplicados em infraestrutura nacional, cerca de 80% tiveram origem em recursos privados — uma tendência que deve se consolidar este ano.
Perspectivas e Cuidados para o Segundo Semestre
Os números do primeiro semestre confirmam a construção civil como motor do emprego formal no Brasil. A combinação de obras de infraestrutura, construção de edifícios e investimentos privados cria uma base sólida para a manutenção dos postos de trabalho. No entanto, os desafios macroeconômicos — juros altos, inflação de insumos e volatilidade cambial — exigem planejamento e eficiência operacional.
Para engenheiros, arquitetos e profissionais técnicos, o cenário é de oportunidades. A demanda por mão de obra qualificada segue aquecida, e o domínio de ferramentas como AutoCAD, Revit, Civil 3D e softwares de gestão de obras é cada vez mais valorizado. Profissionais que investem em capacitação técnica têm vantagem competitiva no mercado.
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