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Inflação da Construção 2026: Brasil Desacelera, Mundo Acelera

Pesquisa Turner & Townsend aponta inflação da construção de 2,7% no Brasil em 2026, ante 4,5% no mundo. Entenda o cenário e planeje sua obra com o catálogo CanalVIP.

Inflação da Construção 2026: Brasil Desacelera, Mundo Acelera

A inflação da construção acelera no mundo em 2026, mas o Brasil segue na contramão. Estudo da Turner & Townsend com 112 cidades de 44 países projeta alta global de 4,5% nos custos do setor neste ano, enquanto São Paulo e Rio devem registrar 2,7% — menos da metade dos 5,6% de 2025. Os números redefinem o planejamento de obras no país.

Brasil desacelera, mundo acelera

O levantamento mostra que a inflação da construção no mundo passa de 4,2% em 2025 para 4,5% em 2026. No Brasil, o movimento é inverso: São Paulo e Rio de Janeiro tiveram alta de 5,6% no ano passado e agora devem subir 2,7%. A desaceleração deve continuar em São Paulo, com 2,5% previstos para 2027, enquanto o Rio volta a crescer, para 3%.

A América do Sul acompanha a tendência brasileira: 5,9% em 2025, 3,7% em 2026 e 3,4% em 2027. A diretora de gerenciamento de projetos da Turner & Townsend no país, Kamila Lima, avalia que o Brasil está bem posicionado para atrair novos investimentos conforme as condições de financiamento e o cenário macroeconômico evoluem de forma favorável.

  • Mundo: 4,2% (2025) → 4,5% (2026) → 4,4% (2027)
  • São Paulo: 5,6% (2025) → 2,7% (2026) → 2,5% (2027)
  • Rio de Janeiro: 5,6% (2025) → 2,7% (2026) → 3,0% (2027)
  • América do Sul: 5,9% (2025) → 3,7% (2026) → 3,4% (2027)

Mão de obra segue como principal pressão

O estudo aponta que 77,7% dos mercados analisados relatam falta de trabalhadores para as obras. Apenas 16% consideram a oferta balanceada e menos de 6% afirmam haver oferta abundante. Na Europa, 93% dos participantes relatam escassez; na América do Norte, 70,6%. A América Latina é a região com o quadro mais equilibrado: 60% dizem que a relação está balanceada.

Essa escassez pressiona o custo da hora trabalhada. Nova York lidera com US$ 161,40 por hora, enquanto São Paulo paga US$ 8,80 e o Rio, US$ 8,50. Lagos, na Nigéria, tem o menor valor: US$ 1,20. Para o contratante brasileiro, o custo local de mão de obra segue competitivo, mas a qualificação técnica continua sendo o desafio central do setor.

  • Nova York: US$ 161,40/hora
  • São Paulo: US$ 8,80/hora
  • Rio de Janeiro: US$ 8,50/hora
  • Lagos (Nigéria): US$ 1,20/hora

Materiais e demanda: o mercado de duas velocidades

A inflação dos materiais ficou entre 1% e 5% na maioria dos mercados. Concreto e materiais de base permaneceram estáveis, e o aço chegou a cair em algumas regiões. Já os insumos ligados a setores de alto crescimento, como tecnologia, subiram — reflexo da transição de uma inflação generalizada para pressões específicas de demanda.

Os data centers assumiram o topo do ranking de demanda, ultrapassando moradia e habitação social, que caíram para a terceira posição. O setor industrial e de logística subiu para o segundo lugar. Residencial e comercial arrefeceram, pressionados por custos de financiamento mais altos e investimento cauteloso. Esse mercado de duas velocidades exige leitura atenta de cada segmento antes de iniciar um projeto.

Cidades mais caras para construir (US$/m²):
  • Nova York: US$ 7.937
  • São Francisco: US$ 7.883
  • Genebra: US$ 6.985
  • Londres: US$ 6.032
  • Rio de Janeiro: US$ 1.843 (84ª)
  • São Paulo: US$ 1.759 (86ª)

Na América Latina, os principais desafios apontados são regulação excessiva, custos altos, acesso limitado a crédito e demora nas aprovações. Mesmo assim, o estudo mantém visão positiva para a região, com infraestrutura e tecnologia puxando novos projetos e reforçando a posição do Brasil como um dos principais mercados de crescimento da América Latina.

Como aproveitar o cenário de custos

Para engenheiros e arquitetos, a desaceleração da inflação da construção no Brasil abre espaço para orçamentos mais previsíveis e margens mais confortáveis. Comparar custos por cidade, revisar composições de preço e planejar compras de materiais em momentos de estabilidade são práticas que ganham relevância em 2026.

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